Muse e os Zumbis

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No começo dessa semana vi uma amiga entusiasta do cinema comentando sobre o filme Guerra Mundial Z (World War Z), o que foi suficiente para despertar minha curiosidade pelo filme. O longa que estreou no último dia 28 é uma adaptação do livro de Max Brooks, que estabelece a Terceira Guerra Mundial como uma batalha contra zumbis. O longa produzido e estrelado por Brad Pitt e dirigido por Marc Forster coloca em ação Gerry Lane (Brad Pitt), ex-investigador das Organização das Nações Unidas (ONU), em busca de uma solução para uma epidemia que está tornando a população mundial em mortos-vivos.

A trama faz de Gerry o “herói norte-americano”, que como sempre, irá salvar o “mundo” combatendo todas as ameaças que existem. É um belo blockbuster, onde os zumbis ao invés de serem “comedores de cérebro”, são apenas como “cães raivosos” doidos por uma mordida.

Uma das coisas mais bacanas do filme é a trilha sonora, composta por ninguém menos do que Matt Bellamy, vocalista, pianista e guitarrista da banda inglesa Muse. É impossível não lembrar da banda quando as notas de Isolated System, invadem o cinema (se você já ouviu a banda alguma vez na vida). A canção que faz parte do álbum mais recente do grupo, o 2nd Law, lançado em outubro do ano passado, compõe um dos principais trailers do filme.

Ainda falando em zumbis aí vai uma dica: da parceria entre a Urubu Filmes com as produtoras independentes Asa Delta Filmes, Coyote Produções, Cachalote Fúria e Filmes e Teorema Filmes surgiu a websérie, Nerd of the Dead, que de maneira cômica traz também a luta para combater o apocalipse zumbi, só que os combatentes são dois nerds. A série já tem três episódios lançados, para assistir clique aqui.

Travis says hello!

Nesse primeiro e gélido dia de julho, em terras tupiniquins, e no resto do mundo com suas outras variações de temperatura, a banda escocesa Travis, acaba de lançar o segundo single de Where You Stand, seu novo álbum que está com lançamento previsto para 19 de agosto.

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Fiquem com Moving:

E aqui vai o primeiro single:

E o pre single:

O amadurecimento de Jesse e Celine

O desfecho, do que para mim é o melhor filme de romance que já existiu, traz à tona aquilo que deve ser a vida de um casal maduro

Antes da Meia Noite é a continuação das conversas e reflexões que costumam aparecer em Antes do Amanhecer (1995), e Antes do Pôr do Sol (2004). O talvez fim desta série de filmes de Richard Linklater mostra mais um dia apaixonante e intenso na vida de Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy), em férias na Grécia. Como sempre, mal é possível sentir  o dia/filme passar.

Dezoito anos desde o primeiro encontro, a discussão da vez são as preocupações da vida adulta. Penso que o roteiro verborrágico (cheio de diálogos) é a grande graça dessa trilogia, a vivacidade de um casal que conversa. É como se os problemas descaracterizassem os personagens apaixonados que conhecemos nos filmes anteriores, mas não por completo. Já com filhos (Nina e Ella, fazendo referência às cantoras de Blues e Jazz; e Hank) e outras preocupações rotineiras, Jesse e Celine, em seus plenos 40 anos, estão em crise, não vivem só de amor e sonhos da juventude.

O longa estreou no último dia 14 e assim como em seus antecessores, o roteiro foi escrito de forma conjunta por Ethan HawkeJulie DelpyRichard Linklater. Antes da Meia Noite parece o ponto final na história de Jesse e Celine, mas até o próprio Linklater não sabe dizer se teremos um quarto filme do casal. O que posso dizer é que Antes do Amanhecer é sem igual e que já podemos parar por aqui.

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Para não sentir falta de Zooey Deschanel

Enquanto aguardamos a terceira temporada de New Girl e sentimos falta de Jess, o jeito é se contentar com o novo álbum do She & Him

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Lançado no início de Maio o She & Him Volume 3 é uma evolução musical do duo formado por M. Ward (Matthew Stephen Ward) e Zooey Deschanel, o quarto dentre os álbuns lançados pela dupla. Dessa vez são 14 canções pequeninas como a vocalista. Ouvir o disco passa tão rápido como uma tarde agradável e mantém a sensação de entrar em um túnel do tempo indo parar direto na década de 50 ou 60.

Os covers da vez são Baby de Ellie Greenwich, Hold Me, Thrill Me, Kiss Me de Harry Noble originalmente cantada por Karen Chandler e por fim minha predileta, Sunday Girl do Blondie que na voz da Zooey não mudou muito.

Tudo isso é um prato cheio para segurar a onda de quem está na ansiedade pela terceira temporada da série New Girl, onde Zooey é a protagonista no papel de Jess. O canal FOX, que exibe a série, confirmou a próxima temporada. Podemos soltar fogos de artifício!

Aí vai uma seleção de algumas músicas do Volume 3 além do clipe do novo Single:


As Vantagens de Ver Bons Filmes

Um passeio entre a boa música e o início dos anos 80

Uma das vantagens de estar vivo é poder ver bons filmes e um dos últimos que eu vi foi As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower), adaptação do livro de Stephen Chbosky, que também dirigiu o longa, lançado em setembro do ano passado. O filme conta a história de Charlie (Logan Lerman), um garoto tímido vivendo seu tempo de colegial. Quando Charlie pensa que sua única amizade na “High School” será seu professor de literatura ele conhece Patrick (Ezra Miller), Sam (Emma Watson) e os prazeres da juventude.

O filme de Chbosky não é mais um blockbuster juvenil, na verdade é como se alguém tivesse trazido John Hughes de volta à vida. Talvez porque a história se passa na mesma época da grande maioria dos filmes de Hughes, traz à tona as aflições da juventude e muita boa música.

Para quem não sabe John Hughes foi um ícone de sua época, diretor, produtor e roteirista do que para mim foram os clássicos da Sessão da Tarde e do Cinema em Casa, filmes que influenciaram toda uma geração (80/90), como Clube dos Cinco (The Breakfast Club), Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off), A Garota de Rosa Shocking (Pretty in Pink), Esqueceram de mim (Home Alone) e mais uma lista quase infinita. 

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Edu Sereno, Esquinas, Janelas e Canções, e o Club Noir

Música nova, bonita e boa

Edu Sereno no Club Noir

Edu Sereno no Club Noir

Chegamos ao Club Noir por volta das 23h. Logo ele veio nos saudar com um abraço caloroso e muita alegria por notar que um velho amigo foi vê-lo tocar. O ambiente muito agradável, pessoas soltas e felizes para todos os lados, ótimo atendimento, muitas fotografias, risos e anúncios de peças teatrais para todos os lados.

Escolhemos uma mesa em um lugar mais reservado, perto do bar e da porta. Entre os vai e vens de saudações Edu sentou em nossa mesa para conversar. Ao ser perguntado sobre o nome do seu EP (um disco que não é um disco mas também não é um single), apenas disse “Ah, são os lugares por onde eu passo”, levantou e foi novamente saudar mais amigos que não paravam de chegar.

A banda de abertura entrou. Entrou e encantou. Capela, formada por Caio Andreatta, Gustavo Rosseb e Léo Nicolosi, apresentou os hits do seu álbum Música de Cabeceira. Uma graça!

Em seguida, já com o clima preparado, Edu entrou no palco para apresentar seu primeiro EP chamado Esquinas, Janelas e Canções (os lugares por onde ele passa). O show terminou num piscar de olhos, com muita qualidade musical e pedidos de bis descobri muita música boa em uma só noite.

Eduardo Sereno é compositor, músico e poeta. Paulistano, envolveu-se com a música aos 12 anos de idade. Aos 16 compôs sua primeira canção. Será que foi Agenda? Da próxima vez que eu encontrar o Edu pergunto.

Quer ouvir o EP do Edu? Clique aqui.

Um filme sobre mudanças, uísque e a Escócia

Ken Loach aborda violência na juventude e desemprego em seu novo longa

Misturando comédia e drama, A Parte dos Anjos (Angel’s Share), filme dirigido pelo britânico Ken Loach, conta a trajetória de Robbie (Paul Brannigan), um jovem escocês que tenta deixar um passado marcado pela delinquência. Robbie é condenado a cumprir 300 horas de trabalho comunitário, onde acaba conhecendo Harry (John Henshaw), o supervisor do serviço, que o inicia à cultura da degustação de uísque. Robbie revela-se um grande talento como degustador, o que lhe dá a possibilidade de um novo começo em sua vida.

O filme que foi vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2012 reflete muito do pensamento socialista de Loach, abordando além da cultura do uísque e das belas paisagens de Glasgow e interior da Escócia;  o universo da classe trabalhadora britânica, o problema do desemprego, da delinquência e violência.

Na Europa A Parte dos Anjos estreou em junho de 2012. No Brasil o filme esteve em cartaz durante a 36º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em outubro do mesmo ano; e recentemente entrou para o circuito de cinemas do País.

p.s não é a primeira vez que um filme do Ken Loach aparece aqui no blog.

Pieces I remember

É melhor ter vivido e poder lembrar, do que nunca ter tido ou vivido. Por você eu sou grata!

Devia ser lá por um domingo de manhã, eu ele e meu pai logo cedo andamos até o centro da cidade.

Não era perto mas também não era longe, não para alguém de uns oito ou noves anos e outro de dois ou três.

Havia uma piscina em frente à câmara dos deputados e ainda há.

Ele foi solto e correu adentro d´ água.

Eu desesperei.

Ele nunca havia nadado e saiu-se muito bem.

Eu até hoje não sei nadar.

Quando chegamos em casa já estava provavelmente seco.

Todo mundo queria comprar ele de mim na rua.

Guardo essa memória.

Entrando no clima de Before Midnight

Jesse e Celine, Celine e Jesse eles voltaram…

Celine e Jess, andando em algum lugar da Gréica.

Celine e Jesse, andando em algum lugar da Grécia.

Antes da Meia-Noite” é a continuação dos queridos “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr-do-Sol” que teve estreia no último dia 20, no famoso Sundance Film Festival, em Utah, Estados Unidos. O filme mais uma vez dirigido por Richard Linklater, traz um novo reencontro entre Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy), desta vez na Grécia, 9 anos depois desde a última vez em Paris.

Fora do festival a distribuição e estreia do filme fica por conta da Sony Pictures Classics ainda sem data definida. Já o site IMDB (international movie database) fala de uma possível estreia em setembro de 2013 na Argentina, passando antes pelo Berlin International Film Festival em fevereiro.

Vamos torcer para que seja antes disso e para ir entrando no clima do filme, vamos relembrar uma das cenas mais marcantes de “Antes do Amanhecer”, com a voz de Kath Bloom na trilha, a cena da cabine de música na loja de discos:

Kath Bloom é uma cantora de folk norte-americana que fez sucesso nos anos 70. Em 84 ela encerrou sua carreira e decidiu dedicar-se à criação de seus filhos. No início dos anos 90 Richard Linklater descobriu essa voz e motivada pelo interesse do diretor em sua música, Kath Bloom resolveu retomar sua carreira, lançando dois discos depois de mais de dez anos parada, o Come Here: The Florida Years, em1999 e depois Loving Takes This Course, um álbum tributo lançado em 2009 com participação de artistas como Devendra Banhart, Bill Callahan entre outros.