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Na última terça-feira saiu o novo disco do John Mayer. Eu não vou fazer resenha do disco nem nada. Quem quiser ler uma boa resenha sobre ele aqui está a do “Sério? Jura? Putz?“. Eu só gostaria de mostrar a que pra mim, é até agora a melhor do “Born And Raised”, Walt Grace’s Submarine Test, January 1967. Letra linda. Melodia ainda mais linda! Tudo da lindeza de John Mayer…

…Dos romances idiotas que nunca acontecem na vida. Pelo menos não na minha. A não ser na minha mente. Lá é o único lugar que eles acontecem…

Luz…

Você sai do trem apressada de manhã e entra na estação da Luz. Milhares de pessoas em todas as direções correm por catracas e corredores sem notar o cheiro de privada que traz a ventilação que liga a linha azul com a amarela e com a estação de trem. Não notam ou já estão acostumados. Estação tão antiga e tão londrina. Que virou canção. A que traz aqueles que movem a locomotiva nacional. Aqueles que vem do extremo leste e de outros lugares mais. Ao sair do subterrâneo em direção ao centro da cidade a escadaria traz um odor de açouge. Mais quatro passos adiante, já fora da estação, há um misto de odores de urina, vômito e fezes. Você respira pela boca. Todos os dias em uma das paredes externas da estação há uma prostitua velha de origem nipônica, e não há um só dia em que eu passe por ela e não pense “Quem paga por isso?”. Dez minutos até chegar ao monumeto erudíto  onde trabalho é quase uma viagem de muitas horas de reflexão e asco, tentando seguir sem despejar o conteúdo de meu estômago. A estação da Luz. A região da Luz. Abandono. Sujeira. Briga. Esquecimento. Lugar lembrado somente com promessas e mais promessas em cada nova campanha política. Passada as eleições, a Luz volta para a escuridão. O Crack. O frio. O odor. A ruína. Os gritos. O trem da estação da Luz deixou de ser um pintor passageiro, colorindo o mundo inteiro e derramando seus azuis. Em São Paulo lá vem chegando o verão por outra estação. Pela Luz não.

Bonito…

Eu achei isso bem bonito. Teve uma época na vida que eu amava muito os Los Hermanos e talvez eu não aceitaria outra pessoa cantando suas canções. Hoje eu acho isso bonito.

Não tem lua…

Peguei do meu tumblr favorito http://aliceecila.tumblr.com/ que encontrei em um dos meus blogs favoritos http://kikacastro.wordpress.com/.

Meu coração

Minha artéria, meu Bruce, meu coração.

Posso não estar com ele o tempo todo. Posso não dar toda a atenção que deveria. Mas ele é uma das principais artérias do meu coração, sem a qual eu não suportaria viver. Então se o fim dele se aproxima, o meu também. Ou pelo menos parte do meu coração irá deixar de funcionar. Eu não consigo ficar inerte há mais da metade da vida que vivi com essa artéria chamada Bruce. Minha artéria. Meu leão. Me desculpe. Eu amo você. Não desejo que você sofra, mas me é insuportável querer deixar você partir. Eu não posso. Eu espero que você não vá e se você for, que exista um céu para cachorros onde você vai poder arranhar muitas portas, comer muitos pães, roubar muitos bifes, beber muita água, correr sem se cansar e latir para muitos velhos bêbados. Eu sei que você me entende mas eu gostaria que você pudesse me ler e que pudesse me dizer alguma coisa…

Por favor, ainda não.

Não pare meu coração.

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